A história do Cristo Redentor

A estátua do Corcovado carrega quase um século de historia, engenharia e disputas sobre para onde realmente olha

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O Cristo Redentor é uma estátua de 30 metros de altura, erguida no topo do morro do Corcovado, a 710 metros de altitude, dentro do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. A obra foi inaugurada em 12 de outubro de 1931, data que coincide com o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Idealizada pelo Círculo Católico do Rio de Janeiro em 1921, a estátua nasceu como proposta para celebrar o centenário da independência do país, comemorado em 1922. Feito em concreto armado revestido de pedra-sabão, o monumento se tornou o principal cartão-postal da cidade e um dos símbolos mais reconhecidos do Brasil no exterior.

Com os braços abertos, ocupando uma envergadura de 28 metros, o Cristo Redentor soma 38 metros de altura, ao considerar o pedestal de oito metros, onde funciona uma capela. A estátua está voltada para a Baía de Guanabara, com as costas posicionadas para a Floresta da Tijuca, orientação que gera até hoje a percepção popular de que o monumento “olha” para Niterói, cidade situada do outro lado da baía. Em 2007, o Cristo Redentor foi eleito uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno em votação popular organizada pela fundação suíça New7Wonders. Em 2012, a UNESCO incluiu o monumento na lista de Patrimônios da Humanidade, dentro do conjunto reconhecido como “Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar”.

A proposta de erguer um monumento religioso no Corcovado não foi a primeira do gênero na cidade. Já em 1859, o padre lazarista Pedro Maria Boss havia sugerido a construção de um marco religioso no local, ideia que não avançou por falta de apoio financeiro. Em 1921, o Círculo Católico retomou a ideia e promoveu uma campanha de arrecadação de assinaturas e doações para viabilizar o projeto. O engenheiro Heitor da Silva Costa, responsável pelo desenho final da estátua, assumiu a coordenação técnica da obra em 1922, ano em que as fundações começaram a ser construídas no alto do morro.

A construção do Cristo Redentor

Heitor da Silva Costa avaliou diferentes formatos antes de definir o desenho de Cristo com os braços abertos, em referência à cruz e ao gesto de acolhimento. O projeto previa originalmente um pedestal em formato de globo terrestre, ideia posteriormente simplificada por questões estruturais e orçamentárias. Para dar forma à figura humana da estátua, Silva Costa contratou o escultor francês de origem polonesa Paul Landowski, que já possuía reconhecimento internacional por obras monumentais. Landowski desenvolveu os estudos em tamanho reduzido em seu ateliê em Paris antes do envio dos moldes ao Brasil.

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