‘Ainda Estou Aqui’ no Festival de Palm Springs

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Foto: goldenglobes/Fotos Públicas

O Festival Internacional de Cinema de Palm Springs revelou, no domingo, 12 de janeiro de 2025, os vencedores do júri de sua 36ª edição, que ocorreu entre os dias 2 e 13 de janeiro daquele ano e exibiu 165 filmes de mais de 71 países, incluindo 68 pré-estreias. Entre os vencedores estão “Ainda Estou Aqui“, de Walter Salles, a atriz Zoe Saldaña e o documentário “No Other Land”.

O Prêmio FIPRESCI, concedido por um júri especial de críticos de cinema internacionais, avaliou 35 dos filmes oficialmente inscritos na categoria Melhor Filme Internacional do Oscar que integravam a programação do festival naquele ano. O júri foi formado pelo crítico canadense Brian D. Johnson, pelo crítico brasileiro Marcelo Janot e pela crítica italiana Paola Casella.

Melhor Longa-Metragem Internacional: “Ainda Estou Aqui” (Brasil), de Walter Salles. O júri declarou: “Por transmitir o horror da ditadura que se aproxima pela perspectiva íntima de uma mãe defendendo não apenas sua família de cinco pessoas, mas sua dignidade. Evocando a gravidade da violência sem recorrer ao melodrama, o diretor Walter Salles captura um momento crítico da história em detalhes escrupulosos e convincentes.”

Melhor Roteiro Internacional: “Vermiglio” (Itália), de Maura Delpero, elogiado por subverter as convenções do drama de guerra dentro de um retrato de época elegante, narrado pelos olhos de personagens femininas complexas.

Melhor Atriz em Longa Internacional: Zoe Saldaña, por “Emilia Pérez”, de Jacques Audiard. Os jurados destacaram “a ferocidade e a complexidade” de sua atuação, capaz de transitar entre canto, dança e a interpretação de uma personagem moralmente ambígua, mesmo em papel coadjuvante.

Melhor Ator em Longa Internacional: Mo Chara, Móglaí Bap e DJ Provái, o trio de “Kneecap” (Irlanda), de Rich Peppiatt, reconhecidos pela atuação em conjunto como músicos estreando no cinema.

Fora da seleção FIPRESCI para o Oscar Internacional, o festival também entregou o prêmio de Melhor Documentário a “No Other Land”, o New Voices New Visions Award a “The New Year That Never Came” (Romênia), o Prêmio Ibero-Americano a “Sujo” (México), o Desert Views Award a “Checkpoint Zoo” e o Bridging the Borders Award a “Souleymane’s Story” (França). Os prêmios de público de Melhor Longa de Ficção e Melhor Documentário, anunciados na mesma noite, foram para “Tinā” e “Checkpoint Zoo”, respectivamente.

A trajetória de “Ainda Estou Aqui” até o Palm Springs

Com o triunfo em Palm Springs, o Brasil viveu, segundo a cobertura da época, sua maior chance em premiações de Hollywood em mais de duas décadas. O longa já havia levado o prêmio de melhor roteiro no Festival de Veneza de 2024, recebido elogios generalizados da crítica internacional e garantido a Fernanda Torres um inédito Globo de Ouro de Melhor Atriz de Drama, a primeira atriz brasileira premiada em qualquer categoria de atuação na história da premiação.

Na época da vitória em Palm Springs, a produção ainda concorria a uma vaga na lista final de indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional, com o anúncio das indicações previsto para o fim de janeiro e a cerimônia marcada para 2 de março de 2025.

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