Douglas Kelley: o psiquiatra de Nuremberg

Douglas Kelley não apenas avaliou a sanidade dos réus, mas tentou decifrar a "assinatura psicológica" do nazismo

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Foto: Google Gemini/HiperHistória

A missão de Douglas Kelley em Nuremberg foi um marco na psiquiatria forense. Ele não apenas avaliou a sanidade dos réus, mas tentou decifrar a “assinatura psicológica” do nazismo. Kelley acreditava que, ao entender essas mentes, poderia prevenir o surgimento de regimes semelhantes no futuro.

Formado pelas universidades da Califórnia e de Columbia, ele era um pioneiro na psiquiatria forense e um dos maiores especialistas do país na aplicação do Teste de Rorschach (o famoso teste das manchas de tinta). Kelley possuía uma crença inabalável de que a ciência psiquiátrica poderia mapear a mente criminosa e, antes mesmo da guerra estourar, já havia construído uma reputação acadêmica de peso investigando as raízes do comportamento humano, da criminalidade e da psicopatia.

Chegada de Douglas Kelley em Nuremberg

Sua chegada a Nuremberg foi o resultado direto de sua atuação na Segunda Guerra Mundial, onde serviu no Corpo Médico do Exército tratando soldados aliados vítimas de traumas de combate no teatro europeu. Com a queda do Terceiro Reich e a captura das principais lideranças do regime nazista no verão de 1945, os Aliados precisavam urgentemente certificar se esses homens estavam em pleno gozo de suas faculdades mentais para enfrentar um tribunal militar internacional.

Reconhecendo seu currículo excepcional e sua habilidade em testes de diagnóstico rápido, o comando militar americano o convocou e o designou para a prisão, entregando-lhe a missão histórica e sem precedentes de entrar nas celas para atestar a sanidade da antiga elite de Adolf Hitler.

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