O amaranto é uma das plantas cultivadas mais antigas da América. Sua história remonta a mais de 7 mil anos, quando era cultivado por civilizações pré-colombianas, como astecas e incas. Além de alimento, tinha valor simbólico e era usado em rituais religiosos. Com a colonização europeia, o cultivo foi desestimulado, mas resistiu em comunidades andinas e mexicanas.
Trata-se de uma planta versátil, pertencente ao gênero Amaranthus, com folhas verdes e flores pequenas que produzem os grãos. Diferente dos cereais tradicionais, o amaranto é considerado um “pseudocereal”, assim como a quinoa, já que não pertence à família das gramíneas, mas oferece usos semelhantes na alimentação.
Atualmente, o grão é cultivado em regiões da América Latina, Ásia e África, por sua resistência à seca e adaptabilidade a diferentes climas.
Consumo e benefícios do amaranto
O amaranto é consumido de várias formas: em grãos cozidos, flocos, farinhas ou até pipocado, como milho. É muito presente na gastronomia mexicana, em doces tradicionais como a alegría, e vem ganhando espaço em dietas funcionais no Brasil e em outros países.
Rico em proteínas de alto valor biológico, fibras, cálcio, ferro e magnésio, o amaranto é um aliado contra a desnutrição e recomendado para dietas vegetarianas e veganas. Outro destaque é que o grão não contém glúten, sendo uma alternativa saudável para pessoas celíacas.
Pesquisas indicam ainda que o consumo regular pode ajudar no controle do colesterol, favorecer a saúde intestinal e contribuir para o fortalecimento dos ossos. Por isso, o amaranto é cada vez mais considerado um superalimento da dieta contemporânea.
