Os 133 cardeais eleitores já estão todos presentes em Roma, segundo informações do diretor da sala de imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. Durante uma reunião com repórteres nesta segunda-feira (05/05), a autoridade forneceu atualizações antes do conclave, que começa na quarta-feira, dia 7 de maio.
No último sábado, ocorreu o sorteio dos quartos, disse Bruni: todos os cardeais eleitores serão alojados entre a residência Santa Marta e a adjacente ‘Santa Marta Vecchia’.
O diretor acrescentou que as obras na Capela Sistina, onde será realizado o conclave para escolher o sucessor do Papa Francisco, estão quase concluídas.
O mesmo vale para Santa Marta e Santa Marta Vecchia: qualquer eleitor que desejar poderá se mudar para suas acomodações designadas na terça de manhã. Enquanto isso, o diretor relatou que a Capela Sistina foi protegida pela Gendarmaria do Vaticano.
Conclave escolherá pastor que guie “humanidade desorientada”
Uma figura “presente, próxima, capaz de servir de ponte e guia”, inspiradora de “uma humanidade desorientada e marcada pela crise da ordem mundial”: esta é a identidade do novo Papa que emergiu no debate da décima congregação geral dos cardeais realizada nesta manhã no Vaticano.
O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, atualizou o conteúdo do encontro, dois dias antes do início do conclave para eleger o sucessor de Francisco.
“Falamos também sobre o perfil do futuro Papa”, enfatizou o responsável: “Uma figura que deve estar presente, próxima, capaz de servir de ponte e guia, de promover o acesso à comunhão para uma humanidade desorientada e marcada pela crise da ordem mundial”.
E ainda: “Um pastor próximo da vida concreta das pessoas”. Segundo o diretor, os cardeais recordaram muitos “desafios”: “A transmissão da fé, o cuidado da criação, a guerra e a fragmentação do mundo”.
Divisões na igreja
Bruni acrescentou: “Foi expressa uma forte preocupação com as divisões dentro da própria Igreja; não faltaram referências às vocações, à família e à responsabilidade educativa para com as crianças”.
As atualizações, também comunicadas por meio de nota, relatam que “a sessão contou com 26 intervenções, que abordaram temas centrais para a vida e a missão da Igreja hoje”.
Bruni ainda: “Refletimos sobre o direito canônico e o papel do Estado da Cidade do Vaticano, mas sobretudo ressaltamos a natureza missionária da Igreja; uma Igreja que não deve fechar-se em si mesma, mas acompanhar cada homem e cada mulher rumo à experiência viva do mistério de Deus”.