Curiosidades sobre o Concílio Vaticano I
O Concílio Vaticano I foi um concílio ecumênico da Igreja Católica, realizado de 1869 a 1870, e convocado pelo Papa Pio IX. O concílio destacou-se pela proclamação dos dogmas da infalibilidade papal e da primazia do papa sobre a Igreja. Além disso, o concílio abordou questões doutrinárias para combater o racionalismo, o materialismo e o ateísmo, defendendo a fé católica. Conheça algumas curiosidades sobre este evento: A infalibilidade papal O Concílio Vaticano I foi convocado pelo Papa Pio IX em 1869 com o objetivo de enfrentar os desafios do mundo moderno, como o racionalismo, o materialismo e o liberalismo, que minavam a autoridade da Igreja. Um dos temas centrais tratados pelos padres conciliares foi a definição do dogma da infalibilidade papal. Segundo esse dogma, o Papa, quando fala ex cathedra — isto é, na qualidade de pastor supremo da Igreja, e ao definir uma doutrina de fé ou moral —, é preservado do erro por uma assistência especial do Espírito Santo. A proclamação oficial da infalibilidade papal aconteceu em 18 de julho de 1870, por meio da constituição dogmática Pastor Aeternus. No entanto, embora essa definição tenha sido alcançada, os trabalhos do concílio ainda estavam em andamento e outros temas…
Os 33 dias de João Paulo I
O Papa João Paulo I, nascido Albino Luciani, foi eleito papa em 26 de agosto de 1978, sucedendo o Papa Paulo VI. Seu pontificado foi o mais breve do século XX, durando apenas 33 dias, até sua morte repentina em 28 de setembro de 1978. Apesar do curto tempo à frente da Igreja, João Paulo I deixou uma marca profunda, sendo lembrado como o "Papa do Sorriso", por sua humildade, simplicidade e carisma. Desde o início, João Paulo I optou por quebrar protocolos. Foi o primeiro papa a adotar um nome duplo, homenageando seus dois predecessores: João XXIII e Paulo VI. Recusou a coroa papal, não quis ser carregado na sedia gestatória e evitava o uso de tons imperiais. Seu estilo pastoral era direto, acessível e fortemente pastoral, algo que agradava ao povo, mas provocava desconforto em setores mais conservadores da Cúria Romana. Um papa reformista Durante seus 33 dias de pontificado, João Paulo I não chegou a publicar encíclicas, mas sinalizou profundas intenções de reforma. Mostrou-se preocupado com temas sociais, combate à corrupção no Vaticano, à ostentação clerical e à administração do Banco do Vaticano — que, na época, estava mergulhado em escândalos financeiros envolvendo personagens como o arcebispo…
Sisto I (115-125 d.C.) – 7º Papa
Sisto I foi o sétimo Papa da Igreja Católica, exercendo seu pontificado entre os anos 115 e 125 d.C., durante o reinado do imperador Adriano. Seu governo ocorreu em um período de consolidação da fé cristã, ainda sob o risco constante das perseguições romanas. Sisto I desempenhou um papel importante na continuidade da tradição apostólica e na organização das práticas litúrgicas da Igreja primitiva. As Contribuições de São Sisto I Durante seu pontificado, Sisto I estabeleceu normas que ajudaram a estruturar a liturgia da Igreja. Entre as medidas atribuídas a ele, destaca-se a determinação de que apenas pessoas consagradas podiam tocar os vasos sagrados, como o cálice e a patena. Essa regra visava preservar o respeito e a reverência pela Eucaristia, destacando a santidade dos objetos usados no culto cristão. Outra tradição associada ao Papa Sisto I é a prática de recitar o "Sanctus" — o "Santo, Santo, Santo" — durante a celebração da Missa, como parte da Oração Eucarística. Embora a origem exata dessa introdução litúrgica ainda seja debatida, muitos autores antigos atribuem sua inserção formal à autoridade de Sisto I. Essas ações ajudaram a desenvolver uma identidade litúrgica própria para os cristãos, distinguindo claramente suas celebrações das práticas…
Início do pontificado de Leão XIV
A Praça de São Pedro se prepara para receber fiéis de todo o mundo no próximo domingo (18/05), quando será celebrada a missa de início de pontificado do Papa Leão XIV. Este será o momento litúrgico que marca oficialmente o início do seu ministério como bispo de Roma e pastor universal da Igreja Católica. A cerimônia será presidida pelo próprio pontífice e contará com a presença de autoridades civis, líderes religiosos e milhares de peregrinos. Diferente do que muitos imaginam, a missa de início de pontificado não é uma coroação papal. Essa prática foi abolida em 1978 pelo Papa João Paulo I, que optou por uma celebração mais simples, centrada na liturgia e na simbologia pastoral, abandonando o uso da tiara papal. Desde então, os papas têm iniciado seus pontificados com uma solene missa em que recebem dois sinais fundamentais de sua missão: o pallium e o anel do pescador. Papa Leão XIV receberá símbolos do papado Durante a celebração, Leão XIV receberá o pallium, uma faixa circular de lã branca com cruzes negras, que simboliza a autoridade e o serviço do bispo de Roma sobre as Igrejas particulares. O pallium é um símbolo arcaico, herdado da tradição dos arcebispos…
Fumaça preta na primeira votação do conclave
A primeira votação no conclave ocorreu na tarde desta quarta-feira (07/05) com um resultado previsível: fumaça de cor preta, sem decisão sobre quem será o próximo papa. O sinal foi acompanhado com expectativa por cerca de 45 mil fiéis que passaram o dia reunidos na Praça São Pedro e arredores, atentos ao momento em que o mundo católico escolhe seu líder. Os cardeais eleitores deixaram a Casa Santa Marta às 15h45 (10h45 em Brasília) em ônibus oficiais, escoltados pela segurança vaticana. Chegaram à Capela Sistina por volta das 16h (11h em Brasília). Pouco depois, soou o tradicional chamado extra omnes — todos para fora, em latim –, marcando o momento em que apenas os eleitores permaneceram no local. Às 16h30 (11h30 em Brasília), teve início oficialmente o conclave, com a primeira votação do dia. Conclave iniciou-se na manhã de hoje Mais cedo, a Basílica de São Pedro esteve lotada para a missa pro eligendo pontifice, última celebração conjunta dos cardeais antes de se recolherem à clausura. A cerimônia foi presidida pelo cardeal Giovanni Battista Re, decano do Colégio Cardinalício, e foi marcada pela solenidade e pelo tom de apelo espiritual. O rito buscou invocar a sabedoria divina sobre os cardeais…
Cardeais em votação na Sistina
Os 133 cardeais eleitores estão reunidos na Capela Sistina, no Vaticano, para escolher o novo papa da Igreja Católica. O início formal da votação ocorreu às 11h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira (07/05). A partir desse momento, os cardeais permanecem em isolamento total até que haja consenso sobre o sucessor de Francisco. Antes de se dirigirem à Capela Sistina, os cardeais participaram da missa “Pro Eligendo Romano Pontifice”, celebrada na Basílica de São Pedro. Segundo o Vaticano, mais de 5 mil pessoas assistiram à cerimônia. A celebração marcou oficialmente a abertura do conclave e contou com a presença de todos os cardeais com direito a voto. Cardeais fizeram juramento Na Sistina, os cardeais acompanharam um canto e fizeram, um por um, o juramento de fidelidade às normas estabelecidas para a eleição papal, incluindo a promessa de sigilo absoluto sobre tudo o que acontece no interior da Capela Sistina. Depois, o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias ordenou o extra omnes — expressão em latim que indica que todos os não envolvidos na eleição devem deixar o local. Com a saída dos dois últimos não eleitores, os cardeais fizeram uma oração e escutaram o cardeal decano, Giovanni Battista Re, que verifica se…
Missa Pro Eligendo Romano Pontifice
O primeiro ato do conclave que elegerá o sucessor do Papa Francisco é a missa Pro Eligendo Romano Prontifice. A celebração acontecerá na Basílica de São Pedro na manhã desta quarta-feira (07/05). Assista aqui: Missa presidida por Giovanni Battista Re A missa será presidida pelo decano do Colégio Cardinalício, Giovanni Battista Re. Às 11h30 do mesmo dia (horário de Brasília), os 133 cardeais eleitores seguem para a Capela Paulina, no Palácio Apostólico, para rezar a Ladainha de Todos os Santos. Depois, devem realizar uma procissão até a Capela Sistina, onde cada um jurará obedecer às normas da sucessão papal e se comprometerá a cumprir o Munus Petrinum (Missão de Pedro, em latim), ou seja, a incumbência de conduzir a Igreja que, na tradição católica, foi concedida como uma graça divina ao apóstolo Pedro. Início do sigilo dos cardeais Os cardeais também se comprometem a manter absoluto sigilo sobre todos os detalhes relacionados à eleição e a resistir a qualquer tentativa externa de influenciar o processo. Ao meio-dia, o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, o arcebispo italiano Diego Giovanni Ravelli, será o responsável por proclamar o ‘extra omnes’ (todos fora), ordenando que todos os que não participam da eleição deixem a…
Conclave: o que significa cada expressão?
Na Capela Sistina, dentro do Palácio Apostólico do Vaticano, os 133 cardeais com direito a voto (dois se aposentaram por motivos de saúde) e com menos de 80 anos se preparam para escolher o sucessor do Papa Francisco. O conclave começa no dia 7 de maio às 16h30. Esta palavra, que deriva do latim cum clavis, que significa “a sete chaves”, identifica a reunião de cardeais de todo o mundo – e também a única maneira possível – de eleger um novo papa. Sempre considerado um dos maiores “segredos” da história, o conclave, com seus rituais ancestrais, é cercado por uma aura de mistério que tem incentivado o florescimento de lendas, conspirações e tramas na literatura e no cinema. Na realidade, o que acontece a portas fechadas da Capela Sistina (um lugar já cheio de significado simbólico) é rigorosamente descrito na Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, promulgada por João Paulo II em 22 de fevereiro de 1996 e alterada em 2013 pelo Papa Bento XVI. Nos últimos séculos, muitos procedimentos foram modernizados, por exemplo, para garantir o isolamento e o sigilo, que foram postos à prova pelas novas tecnologias. Abaixo, o glossário do conclave. Aceitação Canônica Este é o momento…
Tudo pronto para o conclave; 133 cardeais eleitores
Os 133 cardeais eleitores já estão todos presentes em Roma, segundo informações do diretor da sala de imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. Durante uma reunião com repórteres nesta segunda-feira (05/05), a autoridade forneceu atualizações antes do conclave, que começa na quarta-feira, dia 7 de maio. No último sábado, ocorreu o sorteio dos quartos, disse Bruni: todos os cardeais eleitores serão alojados entre a residência Santa Marta e a adjacente 'Santa Marta Vecchia'. O diretor acrescentou que as obras na Capela Sistina, onde será realizado o conclave para escolher o sucessor do Papa Francisco, estão quase concluídas. O mesmo vale para Santa Marta e Santa Marta Vecchia: qualquer eleitor que desejar poderá se mudar para suas acomodações designadas na terça de manhã. Enquanto isso, o diretor relatou que a Capela Sistina foi protegida pela Gendarmaria do Vaticano. Conclave escolherá pastor que guie "humanidade desorientada" Uma figura “presente, próxima, capaz de servir de ponte e guia”, inspiradora de “uma humanidade desorientada e marcada pela crise da ordem mundial”: esta é a identidade do novo Papa que emergiu no debate da décima congregação geral dos cardeais realizada nesta manhã no Vaticano. O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni,…
Conclave para escolha do papa começa no dia 7 de maio
O Vaticano anunciou nesta segunda-feira (28/04) que o conclave, votação dos cardeais da Igreja Católica para eleger um novo papa, começará dia 7 de maio. A decisão foi tomada durante uma reunião a portas fechadas de cardeais nesta segunda-feira que durou cerca de três horas e meia. A reunião, chamada Congregação Geral, é a quinta realizada desde a morte de Francisco. Cerca de 180 cardeais estavam presentes na congregação, dos quais pouco mais de 100 são aptos a participar do conclave, segundo o Vaticano. O final do período de luto O conclave começará após o final da Novendiales, período de luto de nove dias por conta da morte do Papa Francisco que teve início no sábado após seu sepultamento. Segundo o Vaticano, o conclave terá início já na manhã do dia 7, com uma missa chamada "Pro Eligendo Romano Pontifice ("Pela eleição do Pontífice Romano", em português), na Basílica de São Pedro. À tarde, os cardeais entrarão na Capela Sistina para iniciar a votação. Período do conclave é indefinido Os dois conclaves anteriores, realizados em 2005 e 2013, por exemplo, duraram apenas dois dias. No entanto, outras votações levaram mais tempo, e a mais longa durou dois anos. Saiba mais…
Papabile: 16 cardeais que podem se tornar papa
A morte do Papa Francisco na última segunda-feira (21/04) deu início a um ritual centenário envolvendo juramentos sagrados, realizados pelos cardeais que elegerão seu sucessor. O processo de eleição de um novo Papa é cercado de segredo, com os cardeais proibidos de comunicar ao mundo exterior o que acontece no conclave, que acontece dentro das paredes afrescadas da Capela Sistina. Quatro rodadas de votação ocorrem todos os dias até que um candidato receba dois terços dos votos, em um processo que normalmente dura de 15 a 20 dias. Os favoritos que entram no conclave raramente emergem como Papas, o que deu origem ao ditado italiano: "Entre no conclave como Papa e saia como Cardeal". De fato, dos últimos seis conclaves, apenas o Papa Bento XVI, em 2005, emergiu como Papa, tendo entrado como favorito. Portanto, muitos estarão de olho nos candidatos de compromisso como possíveis sucessores de Francisco. Conheça a lista de cardeais criada pelo HiperHistória: Cardeal Pietro Parolin Secretário de Estado do Vaticano desde 2013, o Cardeal Parolin, de 70 anos, natural do Vêneto, é o membro de mais alto escalão do conclave eleitoral. Em vez de aderir a tendências políticas de "esquerda" ou "direita", o Cardeal Parolin é…
Funeral do Papa Francisco; acompanhe ao vivo
O velório do Papa Francisco terminou nesta sexta-feira (25), após três dias aberto ao público. Segundo Vaticano, cerca de 250 mil pessoas compareceram e se despediram do pontífice. Com o fim do velório e a cerimônia de fechamento do caixão do Papa Francisco, o próximo passo é o funeral que acontecerá na manhã deste sábado (26/04). Assista aqui: Antes da missa fúnebre, o caixão do papa será retirado da Basílica de São Pedro e levado para a praça pública para o funeral. A cerimônia está marcada para começar às 10h, no horário local (5h de Brasília), com um coral cantando os ritos introdutórios em latim. O cardeal italiano Giovanni Battista Re fará a homilia e conduzirá a missa, que deve ser concelebrada por 220 cardeais e 750 bispos e padres perto do altar, além de outros 4 mil padres na praça. Uma oração na missa incluirá pedidos a Deus para que todas as pessoas e nações “perseverem na busca do caminho da paz”. Na “Louvor Final e Despedida”, Re encomendará a alma do papa a Deus e pedirá consolo para os 1,4 bilhão de integrantes da Igreja Católica Romana. Cortejo fúnebre e sepultamento do papa Francisco O cortejo fúnebre seguirá…