Tag: Monarquia

A Diana de ‘The Crown’: as controvérsias

A representação de Diana Spencer na série The Crown dividiu opiniões entre amigos da princesa e especialistas da imprensa britânica e americana. A atuação da atriz Elizabeth Debicki nas temporadas finais foi amplamente elogiada por críticos e biógrafos. Andrew Morton, autor da biografia Diana: Her True Story, descreveu a performance como “assustadoramente real”, afirmando que parecia “estar com um fantasma”. Segundo ele, Debicki captou a essência emocional da princesa com fidelidade e respeito. Jornalistas como Katie Nicholl, da Vanity Fair, destacaram que a série oferece uma versão sensível e empática de Diana, ainda que dramatizada. O New Yorker elogiou a atuação por transmitir tanto a elegância quanto a vulnerabilidade da princesa, enquanto a Los Angeles Times reconheceu a profundidade emocional dada à personagem, especialmente nas fases de solidão e nos conflitos com a família real. Essas análises indicam que, sob o ponto de vista artístico, a série atingiu um equilíbrio tocante ao retratar a figura pública de Diana. As críticas sobre Diana em 'The Crown' Contudo, nem todas as reações foram positivas. Dickie Arbiter, ex-secretário de imprensa do Palácio de Buckingham, acusou a série de transformar Diana e Charles em caricaturas, afirmando que muitos episódios foram “sensacionalistas” e historicamente distorcidos.…

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Margarida I governou 3 países escandinavos

Margarida I da Dinamarca foi uma das figuras mais notáveis da história escandinava medieval. Filha do rei Valdemar IV da Dinamarca, ela foi prometida ainda criança ao rei Haakon VI da Noruega, com quem se casou aos dez anos, consolidando uma aliança entre os dois reinos. Após a morte de seu pai em 1375, Margarida manobrou politicamente para garantir que seu filho Olavo fosse eleito rei da Dinamarca, mesmo sendo menor de idade. Com a morte do marido em 1380, ela também passou a governar a Noruega em nome do filho. Em poucos anos, Margarida tornou-se a figura central do poder nos dois reinos, governando de fato mesmo após a ascensão oficial do jovem rei. Sua habilidade diplomática e política garantiu a estabilidade dos tronos e a manutenção de sua influência como regente durante a juventude de Olavo, que morreu prematuramente em 1387. O poder de Margarida I Com a morte de Olavo, Margarida enfrentou o desafio de manter seu domínio sem um herdeiro direto. A nobreza dinamarquesa, porém, reconhecendo sua competência, a proclamou “Senhora e Guardiã do Reino”. A Noruega seguiu o exemplo e a confirmou como governante. Pouco depois, a Suécia, então em crise interna devido à impopularidade…

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Alice da Grécia: a vida da sogra de Elizabeth II

Nascida em 25 de fevereiro de 1885 no Castelo de Windsor, a princesa Alice da Grécia e Dinamarca era bisneta da rainha Vitória e membro da família real britânica. Filha do príncipe Luís de Battenberg e da princesa Vitória de Hesse e Reno, desde cedo demonstrou uma inteligência notável, apesar de ter nascido surda. Com grande esforço, aprendeu a se comunicar através da leitura labial em vários idiomas, tornando-se fluente em inglês, alemão e grego. Em 1903, casou-se com o príncipe André da Grécia e Dinamarca, tornando-se princesa da Grécia e, posteriormente, mãe do futuro príncipe Philip, duque de Edimburgo e marido da rainha Elizabeth II do Reino Unido. Desafios de saúde de Alice da Grécia Ao longo da vida, Alice enfrentou diversos problemas de saúde, tanto físicos quanto mentais. Nos anos 1920, à medida que a Grécia passava por turbulências políticas e a monarquia enfrentava dificuldades, sua saúde mental começou a se deteriorar. Em 1930, foi diagnosticada com esquizofrenia e submetida a tratamentos intensivos, incluindo internações em sanatórios na Suíça e na Alemanha. Durante esse período, foi analisada por Sigmund Freud, que acreditava que seus distúrbios eram causados por repressão e frustração sexual. Em uma abordagem controversa, Freud recomendou…

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A gastronomia da Família Real Portuguesa no Brasil

Quando Dom João VI e a Família Real Portuguesa desembarcaram no Brasil em 1808, trouxeram consigo não apenas seus costumes, mas também sua refinada culinária. Conhecido por seu apreço por alimentos fartos e saborosos, d. João VI teria uma queda especial por galinhas, que faziam parte constante de sua dieta. A chegada da realeza transformou a gastronomia local, unindo ingredientes tropicais às receitas tradicionais de Portugal. O que comia a família real no Brasil? A mesa da corte era farta e repleta de pratos típicos da culinária portuguesa, adaptados aos ingredientes locais. Ensopados, assados e doces abundavam, com destaque para o leitão à pururuca, o arroz-de-pato, os caldos substanciosos e os peixes preparados com azeite e ervas. As carnes de caça também eram comuns, além de pratos à base de galinha, que, segundo relatos, estavam entre os favoritos de d. João VI. O rei, conhecido por seu apetite generoso, teria o hábito de se alimentar várias vezes ao dia. Os doces portugueses, como os famosos quindins e fios de ovos, foram amplamente popularizados durante esse período. A feijoada, que hoje é símbolo da culinária brasileira, já começava a ganhar espaço, misturando influências africanas, indígenas e portuguesas. Bebidas e ingredientes: o…

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Elizabeth I e Maria I: rivais e unidas na morte

Em uma reviravolta histórica que une duas das figuras mais icônicas da monarquia britânica, as rainhas Elizabeth I e Maria I, meio-irmãs e rivais durante suas vidas, foram sepultadas juntas na Abadia de Westminster. Apesar de suas diferenças políticas e religiosas, que marcaram profundamente o reinado de ambas, seus restos mortais repousam lado a lado, simbolizando uma reconciliação póstuma que a história não vivenciou em vida. A jornada para o descanso eterno Maria I, conhecida como "Maria, a Sanguinária", faleceu em 1558, deixando o trono para sua meia-irmã Elizabeth I. Maria foi inicialmente sepultada na Abadia de Westminster, mas sem uma tumba elaborada. Anos mais tarde, quando Elizabeth I morreu em 1603, seu sucessor, o rei James I, ordenou a construção de um magnífico monumento para homenagear a última monarca da dinastia Tudor. Curiosamente, ele decidiu que as duas irmãs compartilhariam o mesmo espaço, talvez em um gesto simbólico de união entre as divisões religiosas que marcaram seus reinados. Um legado de conflito e reconciliação A decisão de sepultar as duas irmãs juntas foi vista como um gesto de reconciliação simbólica. Durante suas vidas, Elizabeth e Maria foram profundamente divididas por questões de religião, poder e até mesmo pela prisão…

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Conheça 8 grandes reis e rainhas da África

A África foi berço de grandes impérios que deixaram um legado impressionante na história humana. Conheça oito reis e rainhas que marcaram a história por seu poder e esplendor: Aquenáton, faraó do Egito Aquenáton conhecido antes do quinto ano de reinado como Amenófis IV ou em egípcio antigo Amenotepe IV, foi um Faraó da XVIII dinastia do Egito que reinou por dezessete anos e morreu em 1336 ou 1334 a.C. Desde o início de seu reinado, Aquenáton e sua esposa Nefertiti decidiram desafiar todo o sistema religioso do Antigo Egito. Determinados a abalar as estruturas de sua sociedade, eles introduziram ideias que colocariam o império à beira do colapso. O casal assumiu o poder durante o auge da civilização egípcia, por volta de 1.353 a.C., uma época em que o império era o mais rico e poderoso do mundo. As colheitas eram abundantes, a população estava bem alimentada, os templos e palácios reais estavam repletos de tesouros, e o exército obtinha inúmeras vitórias contra seus inimigos. Todos acreditavam que o sucesso era resultado da capacidade de manter os deuses satisfeitos. Foi nesse contexto que Aquenáton subiu ao trono com a ambição de transformar uma religião com mais de 1,5 mil…

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Carlota Joaquina: a rainha inventou a caipirinha?

Carlota Joaquina, Rainha Consorte de Portugal e Algarves, depois Rainha Consorte do Brasil, tornou-se notável por seu casamento com o rei d. João VI de Portugal. Inúmeros historiadores afirmam que os dois nem ao menos se gostavam. E, entre as nove gestações da rainha, existiram inúmeras suposições de adultério, tanto pelo lado da mulher quanto pelo de seu marido.  Porém, Dona Carlota também ficou conhecida por supostamente ter criado uma das paixões nacionais: a caipirinha. A origem da bebida é frequentemente atribuída à rainha, que teria ordenado a mistura de frutas com cachaça com a intenção de preparar compotas. No entanto, ao consumir a mistura com gelo para se refrescar, a prática se popularizou e acabou se tornando uma tendência. "Na Torre do Tombo, em Lisboa, um documento aponta que eram consumidas muitas unidades de aguardente de cana por mês, a maioria destinada ao quarto e à cozinha de Carlota”, diz a historiadora Ana Roldão ao jornal Folha de S. Paulo. "Ela tomava aguardente misturada com sucos de frutas frescas, pois sofria demais com o calor brasileiro. Tinha necessidade de hidratar o corpo. Mas não adianta só dizer que ela era pinguça. No cruzamento de informações, percebe-se que a alimentação…

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O mistério sobre a morte de Dom João VI

O rei Dom João VI esbanjou saúde ao longo da vida. Além de ser conhecido como glutão, não perdia um só evento real, comparecendo sempre que possível. No início do seu último ano de vida, entretanto, a saúde do rei contrastou com seu conhecido fôlego, adoecendo gradativamente e sendo visto em raras aparições públicas. No início de março de 1826, D. João apresentou diversos problemas de saúde, desde vômitos, colapsos nervosos e até desmaios, durante vários dias. A pedido do próprio pai, sua filha, Isabel Maria, ficou ao seu lado, responsável por sua saúde e qualquer emergência imediata. Na noite do dia 9, as dores intensificaram, resultando em sua morte durante a madrugada, com 58 anos de idade. O choque de seu falecimento repentino iniciou uma série de suspeitas sobre a causa de sua morte, desde atribuições ao seu estilo de vida, ao local que morava e, principalmente, a possibilidade de sabotagem. Internamente, a casa do rei atribuía a causa, principalmente, a um conhecido desafeto de João VI, sua esposa, Carlota Joaquina. O casamento desastroso Ao longo do casamento, Joaquina se recusou a aderir ao papel de esposa submissa, o que era costume na época. A união, nesse ritmo, foi…

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Por que Elizabeth I era chamada de “rainha virgem”

Ao longo dos anos, inúmeros livros, romances, peças e filmes retrataram os relacionamentos de Elizabeth I com figuras como Robert Dudley, Conde de Leicester; Robert Devereux, Conde de Essex, e o Duque de Anjou. Na ausência de provas conclusivas de uma forma ou de outra, a questão "eles fizeram ou não fizeram?" sempre permanecerá. No entanto, o que está claro é que, tanto em casa quanto no exterior, rumores sobre a vida amorosa de Elizabeth — reais ou imaginários — circularam durante todo o seu reinado. Longe de ser a Rainha Virgem, para alguns observadores hostis Elizabeth era a "prostituta" da Europa. As desconfianças sobre a vida íntima da rainha Crenças contemporâneas sobre os apetites sexuais "insaciáveis" das mulheres, juntamente com o fracasso de Elizabeth em se casar, alimentaram suspeitas de que a rainha estava envolvida em ligações sexuais secretas. Seus oponentes católicos desafiaram sua virtude e a acusaram de uma "luxúria imunda" que havia "contaminado seu corpo e o país". O rei da França brincou que uma das grandes questões da época era "se a rainha Elizabeth era uma empregada doméstica ou não". As cortes da Europa estavam agitadas com fofocas sobre o comportamento da rainha da Inglaterra. Desde…

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D. João VI: os vários retratos do monarca português

Em 2026, a morte de d. João VI completará 200 anos. Neste período, nenhum historiador conseguiu traçar um perfil de consenso sobre a imagem do monarca português. Embora sua atuação política tenha, em geral, uma avaliação positiva, sua descrição é, na maioria das vezes, bastante caricata. Neste artigo, o HiperHistória reuniu alguns registros de d. João VI e de outros personagens que permearam sua vida. São desenhos, pinturas e uma escultura que nos ajudam, ao lado de notas biográficas, a traçar um perfil do monarca. D. João VI antes de se tornar rei João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís Antônio Domingos Rafael nasceu no Palácio Real da Ajuda, próximo a Lisboa, em 1767. Era um dos cinco filhos de d. Maria I, rainha de Portugal, e de d. Pedro III. Educado por frades e muito religioso, tinha paixão pela música sacra. Seu casamento em 1785 com a filha do rei da Espanha, Carlota Joaquina, então com 10 anos de idade, foi resultado de uma política de aproximação entre os dois países ibéricos.  A morte precoce de seu irmão mais velho, d. José – herdeiro natural do trono –, acelerou a entrada de João no cenário político português. Em…

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