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Coentro: a origem e os benefícios

Coentro: a origem e os benefícios
Foto: Google Gemini/HiperHistória

O coentro (Coriandrum sativum) é uma erva aromática de origens antigas e incertas, embora a maioria dos historiadores e botânicos concorde que ele provém da bacia do Mediterrâneo, do Oriente Médio e do sudoeste da Ásia. Sementes de coentro foram encontradas em ruínas da Era Neolítica e até no túmulo do faraó Tutancâmon, indicando que os egípcios já o utilizavam há milhares de anos, tanto para fins culinários quanto em processos de embalsamamento. A planta pertence à família Apiaceae, a mesma da salsa e da cenoura, e seu nome deriva do grego “koris”, que significa percevejo, uma alusão ao cheiro forte que a planta exala quando continua verde ou é esmagada.

Historicamente, o coentro viajou o mundo através das rotas comerciais, sendo adotado pelos romanos — que o usavam para conservar carnes e mascarar o cheiro de alimentos passados — e posteriormente introduzido nas Américas pelos colonizadores europeus. No Brasil, ele encontrou terreno fértil especialmente no Nordeste e no Norte, tornando-se um ingrediente indispensável na culinária local, essencial para pratos como moquecas e peixadas. Sua adaptação foi tão profunda que hoje é difícil dissociar a identidade gastronômica dessas regiões do sabor marcante de suas folhas frescas.

As vitaminas e minerais do coentro

Do ponto de vista nutricional, o coentro é uma verdadeira potência, embora muitas vezes seja consumido apenas em pequenas quantidades como tempero. Ele é rico em vitaminas A, C e K, além de conter vitaminas do complexo B. A presença de minerais é notável, oferecendo boas doses de potássio, manganês, ferro e magnésio. As folhas verdes são particularmente ricas em antioxidantes, como o betacaroteno, que ajudam a proteger as células do corpo contra o envelhecimento precoce e danos oxidativos.

Um dos benefícios mais tradicionais do coentro é sua capacidade de auxiliar na digestão. Desde a antiguidade, ele é utilizado como um digestivo natural, ajudando a aliviar gases, náuseas e inchaço abdominal. Seus óleos essenciais estimulam a produção de enzimas e sucos gástricos, facilitando o processamento dos alimentos. Além disso, a planta possui propriedades antiespasmódicas que podem ajudar a relaxar os músculos do sistema digestivo, sendo útil em casos de síndrome do intestino irritável.

No campo da saúde cardiovascular, estudos sugerem que o coentro pode ser um aliado importante. Compostos presentes na planta ajudam a reduzir os níveis de colesterol ruim (LDL) e triglicerídeos, enquanto podem elevar o colesterol bom (HDL). Além disso, por ser um diurético natural, o coentro auxilia na eliminação do excesso de sódio e água do organismo, contribuindo para a regulação da pressão arterial e diminuindo a sobrecarga no coração.

Ação quelante

Outra propriedade medicinal fascinante é a sua ação quelante, ou seja, a capacidade de se ligar a metais pesados como mercúrio, chumbo e alumínio, facilitando sua eliminação do corpo. Isso torna o coentro um excelente coadjuvante em processos de desintoxicação. Somado a isso, ele possui ação antimicrobiana e antifúngica, sendo eficaz contra certas bactérias transmitidas por alimentos, como a Salmonella, funcionando como um conservante natural e protetor do sistema imunológico.

Por fim, vale ressaltar que o coentro é uma erva que desperta paixões e ódios extremos, um fenômeno que a ciência explica pela genética: algumas pessoas possuem uma variação no gene olfativo que as faz perceber no coentro um sabor de sabão. Independentemente dessa polarização, seus benefícios são inegáveis. Seja na forma de folhas frescas salpicadas sobre um prato ou através de suas sementes moídas em especiarias, o coentro continua a ser um elo vivo entre a história antiga e a nutrição moderna.

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