Diana Spencer foi sepultada em uma ilha?

Diana, princesa de Gales, morreu em um acidente de carro em Paris em 31 de agosto de 1997

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Diana, princesa de Gales, nascida Diana Frances Spencer em 1 de julho de 1961, morreu em 31 de agosto de 1997 em decorrência de ferimentos sofridos em um acidente de carro no túnel do Pont de l’Alma, em Paris. Ela viajava em um Mercedes-Benz conduzido pelo motorista Henri Paul, ao lado do produtor de cinema egípcio Dodi Fayed, quando o veículo colidiu contra um pilar do túnel durante uma perseguição de fotógrafos. A notícia de sua morte gerou comoção internacional imediata, com manifestações públicas de luto reunindo multidões em frente aos palácios reais britânicos nos dias seguintes ao acidente. Seis dias depois, em 6 de setembro de 1997, Diana foi sepultada em uma pequena ilha na propriedade Althorp, em Northamptonshire, região central da Inglaterra e sede histórica da família Spencer.

A decisão de sepultar Diana em Althorp, e não no túmulo tradicional da família, partiu de seu irmão mais novo, Charles Spencer, 9º conde Spencer, responsável por administrar a propriedade após a morte do pai de ambos, John Spencer, em 1992. O plano original previa o sepultamento na igreja de St. Mary the Virgin, em Great Brington, vilarejo próximo a Althorp, onde 20 gerações de membros da família Spencer haviam sido enterrados ao longo de mais de 500 anos, na capela conhecida como Spencer Chapel (Sandham Memorial Chapel). Charles Spencer, porém, mudou o plano diante do volume extraordinário de comoção pública registrado após a morte da princesa, temendo pela segurança do local e pela privacidade dos filhos dela no futuro. Em depoimento à emissora britânica BBC, o conde relatou preocupação com a segurança pública e a necessidade de garantir que o túmulo pudesse ser mantido e visitado em privacidade pelos dois filhos de Diana.

O local escolhido foi uma pequena ilha arborizada no centro do Round Oval Lake, lago ornamental construído nos jardins de Althorp e usado historicamente para patinação no gelo pelos membros da família Spencer. Charles Spencer descreveu posteriormente essa escolha como uma forma de proteção física contra visitantes indesejados, já que a água ao redor da ilha funciona como barreira natural e o lodo do fundo do lago dificulta ainda mais o acesso não autorizado. Um passadiço temporário foi montado para permitir a passagem do caixão até a ilha durante a cerimônia de sepultamento, em 6 de setembro de 1997, e removido logo depois para reforçar o isolamento do túmulo. Desde então, o acesso à ilha permanece restrito exclusivamente à família Spencer e a convidados autorizados por eles.

Como foi o funeral de Diana em Westminster Abbey?

O funeral de Diana ocorreu na manhã de 6 de setembro de 1997 na Abadia de Westminster, em Londres, cerimônia que reuniu aproximadamente 2 mil convidados dentro do templo e foi acompanhada por uma audiência televisiva global estimada em centenas de milhões de pessoas. O cantor britânico Elton John, amigo pessoal de Diana, interpretou durante o serviço religioso uma versão reescrita da canção “Candle in the Wind”, lançada posteriormente como single em homenagem à princesa. Charles Spencer discursou durante a cerimônia, entregando um elogio fúnebre que criticava publicamente a forma como a imprensa havia perseguido a irmã ao longo de sua vida adulta, discurso amplamente comentado pela mídia britânica nos dias seguintes. Após a cerimônia em Westminster, o corpo de Diana seguiu de carro funerário até Althorp, percorrendo cerca de 120 quilômetros até o sepultamento final na ilha do Round Oval Lake.

A família real britânica esteve presente na cerimônia, incluindo a rainha Elizabeth II, o príncipe Philip, duque de Edimburgo, e o então príncipe Charles, ex-marido de Diana, pai de seus dois filhos. Os príncipes William e Harry, então com 15 e 12 anos de idade, caminharam atrás do caixão durante parte do cortejo fúnebre entre o Palácio de Kensington e a Abadia de Westminster, acompanhados pelo pai, pelo avô paterno e pelo tio Charles Spencer. A presença da monarquia no funeral ocorreu em meio a críticas públicas anteriores sobre o silêncio inicial da família real diante da morte de Diana, que havia se divorciado do príncipe Charles em 1996. Esse contexto de tensão entre a opinião pública e a coroa britânica tornou o funeral um dos eventos televisivos mais assistidos da história do Reino Unido.

O túmulo de Diana é acessível ao público?

O túmulo de Diana no Round Oval Lake não é aberto à visitação pública, diferentemente de outras áreas da propriedade Althorp, que funciona como atração turística administrada pela família Spencer desde 1998. Visitantes que percorrem os jardins de Althorp podem observar a ilha a distância, mas não têm permissão para atravessar a água ou se aproximar do túmulo, que permanece sob vigilância e cuidados exclusivos da equipe da propriedade. Como forma de oferecer um espaço de homenagem acessível ao público, a família Spencer inaugurou em julho de 1998 um memorial batizado de “The Temple”, construção de estilo grego adquirida pela família na década de 1880 e reformada para abrigar duas placas em memória de Diana. Uma das placas traz uma frase atribuída à própria princesa sobre sua dedicação a causas humanitárias, enquanto a outra reproduz um trecho do discurso fúnebre proferido por Charles Spencer na Abadia de Westminster.

Os filhos de Diana ainda visitam o túmulo em Althorp

William, atual príncipe de Gales, e Harry, duque de Sussex, mantêm a prática de visitar o túmulo da mãe em Althorp ao longo dos anos, geralmente em ocasiões privadas e reservadas. Em 2011, William levou Catherine, então sua noiva e hoje princesa de Gales, para conhecer o local antes do casamento oficial do casal. Harry, por sua vez, visitou o túmulo em 2022 acompanhado da esposa, Meghan Markle, duquesa de Sussex, episódio que o próprio príncipe relatou em detalhes em sua autobiografia “Spare”, publicada em 2023. O acesso à ilha continua se dando exclusivamente por barco, conforme o desenho original da propriedade, reforçando o caráter privado que Charles Spencer buscou garantir ao decidir sepultar a irmã longe do túmulo tradicional da família.

Uma curiosidade histórica relacionada ao sepultamento de Diana envolve o próprio lago onde a princesa repousa: segundo relatos do conde Charles Spencer, o Round Oval Lake foi originalmente concebido no século XIX como espaço recreativo para os invernos mais rigorosos que a Inglaterra registrava naquele período, quando a água costumava congelar o suficiente para a prática de patinação no gelo pelos membros da família Spencer, um uso completamente distinto do papel que o local passou a ocupar após setembro de 1997.

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