A morte e o funeral de Mahatma Gandhi
A morte e o funeral de Mahatma Gandhi marcaram o fim dramático de uma das figuras mais influentes do século XX, num evento que parou a Índia e comoveu o mundo. Em 30 de janeiro de 1948, por volta das 17h17, Gandhi caminhava pelos jardins da Casa Birla, em Nova Délhi, a caminho de uma reunião de oração ecumênica. O líder pacifista, então com 78 anos, apoiava-se em suas sobrinhas-netas quando foi abordado por um homem que fingiu reverenciá-lo, apenas para disparar três tiros à queima-roupa em seu peito e abdômen. O assassino foi identificado como Nathuram Godse, um nacionalista hindu radical e membro de organizações que se opunham à filosofia de não violência e tolerância religiosa de Gandhi. Godse acreditava que Gandhi havia sido excessivamente complacente com a comunidade muçulmana e com o Paquistão durante o sangrento processo de partição da Índia no ano anterior. Diferente de um ato impulsivo, o crime foi premeditado e executado friamente, com Godse entregando-se imediatamente às autoridades após os disparos, sem tentar fugir. Nos momentos finais, segundo relatos amplamente difundidos, as últimas palavras murmuradas por Gandhi seriam "He Ram" (Oh, Deus), uma invocação que refletia sua profunda espiritualidade até o último suspiro. A…