Como o dodô foi caçado e extinto?
O dodô, ave endêmica das Ilhas Maurício, no oceano Índico, tornou-se símbolo da extinção causada pela ação humana. Descoberto pelos europeus no final do século XVI, o animal foi caçado intensamente por marinheiros, colonos e piratas que utilizavam a ilha como ponto de parada em suas viagens. A espécie, incapaz de voar e sem predadores naturais, desapareceu em menos de um século após o primeiro contato com o homem. Relatos da época descrevem o dodô como uma ave de porte avantajado, de cerca de um metro de altura, com carne considerada dura e de sabor pouco agradável. Muitos viajantes registraram que a carne não era tão apreciada quanto a de outras aves, como patos e galinhas, mas, em longas viagens marítimas, qualquer fonte de proteína era valorizada. Por isso, mesmo sem ser um prato refinado, o dodô tornou-se alimento frequente para tripulações famintas. Dodô abatido com facilidade A caça ao dodô foi facilitada pelo temperamento manso da ave. Sem conhecer predadores, os dodôs não demonstravam medo dos humanos e se deixavam capturar sem grande resistência. Isso tornava a espécie presa fácil, especialmente para piratas e marinheiros que desembarcavam nas Maurício em busca de comida fresca para reabastecer suas embarcações. Além…
Mamute-lanoso: Colossal arrecada US$ 200 milhões para ressuscitar animal
A Colossal BioSciences arrecadou US$ 200 milhões (em uma nova rodada de financiamento) para trazer de volta espécies extintas, como o mamute-lanoso. Sediada em Dallas e Boston, a Colossal está fazendo progressos em descobertas científicas com o intuito de "ressuscitar", ou seja, trazer de volta espécies extintas como o mamute-lanoso, o lobo-da-tasmânia e o dodô. Desde o lançamento em setembro de 2021, a Colossal levantou US$ 435 milhões em financiamento total. Esta última rodada de capital coloca a empresa em uma avaliação de US$ 10,2 bilhões. A Colossal aproveitará esta última entrada de capital para avançar suas tecnologias de engenharia genética enquanto se torna pioneira em novas soluções revolucionárias de software, wetware e hardware, preservação de espécies e assistência médica humana. As equipes envolvidas no trabalho A Colossal emprega mais de 170 cientistas e faz parcerias com laboratórios em Boston, Dallas e Melbourne, Austrália. Além disso, a Colossal patrocina mais de 40 acadêmicos de pós-doutorado em tempo integral e programas de pesquisa em 16 laboratórios parceiros em algumas das universidades mais prestigiadas do mundo. O conselho consultivo científico da Colossal cresceu para incluir mais de 95 dos principais cientistas trabalhando em genômica, DNA antigo, ecologia, conservação, biologia do desenvolvimento e…
Colossal trará dodô de volta à vida
O dodô pode retornar para casa mais de 300 anos depois de sua extinção. Cientistas fizeram “progressos incríveis” ao tentar trazê-lo de volta dos mortos. Pesquisadores conseguiram sequenciar o genoma completo da espécie extinta por volta de 1681. A empresa norte-americana de biotecnologia e engenharia genética Colossal Biosciences se uniu à Mauritian Wildlife Foundation para encontrar um local adequado para essas grandes aves incapazes de voar. Desde o seu lançamento em setembro de 2021, a Colossal, que também busca a "desextinção" do mamute lanoso e do tigre-da-tasmânia, arrecadou US$ 225 milhões em financiamento total. A extinção do dodô O dodô foi extinto de seu ecossistema nativo, Maurício, como resultado direto da ocupação humana e da competição entre ecossistemas em 1662. Pesquisadores o descreveram como um excelente exemplo de humanos como causa de extinção. Eles observam que, como os pássaros não têm experiência em serem caçados, eles eram alvos fáceis para os colonos humanos e muitas vezes se aproximavam das pessoas sem medo. É por essa razão que a equipe decidiu concentrar seus esforços na desextinção da famosa ave. Os próximos passos do projeto Os cientistas estão trabalhando no desenvolvimento de galinhas geneticamente modificadas para atuarem como substitutas dos dodôs recém-criados.…