Tag: África

Os reinos mais ricos da África

A África possui uma dualidade fascinante: existem monarcas que são chefes de Estado de nações soberanas e uma vasta rede de reis tradicionais (ou subnacionais) que, embora não governem repúblicas de forma independente, detêm imenso poder cultural, político e econômico. A riqueza dessas casas reais modernas advém de uma mistura de heranças ancestrais, controle sobre vastos recursos naturais, fundos estatais e conglomerados empresariais altamente lucrativos. Reinos mais ricos da África No topo absoluto da lista das realezas africanas mais ricas está o Reino do Marrocos, liderado pelo Rei Mohammed VI, da Dinastia Alauíta. Com uma fortuna pessoal e familiar frequentemente avaliada entre 2 e 8 bilhões de dólares, ele é, de longe, o monarca mais abastado do continente. Essa riqueza monumental não provém apenas dos cofres do Estado, mas principalmente do controle da família real sobre a Al Mada (anteriormente chamada de SNI), uma gigantesca holding de investimentos com participações dominantes em setores cruciais da economia marroquina, como bancos, mineração, telecomunicações e energias renováveis. Outra monarquia soberana de grande peso financeiro é o Reino de Essuatíni (antiga Suazilândia), governado pelo Rei Mswati III, o último monarca absoluto da África. Embora o país em si enfrente grandes desafios socioeconômicos, a fortuna…

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A história da Princesa Zaphira

No início do século XVI, Argel era uma cidade-estado próspera, porém politicamente frágil, governada pelo emir Salim Toumi. É neste cenário histórico que se desenrola a vida de Zaphira, uma figura central na resistência argelina. A cidade vivia sob a constante ameaça do Império Espanhol, que, através da fortaleza Peñón de Argel, controlava o comércio local. Pressionado, Salim Toumi buscou auxílio nos famosos corsários irmãos Barbarossa, Aruj e Khayr al-Din, uma decisão que selaria o destino de sua esposa, a Princesa Zaphira. A traição de Barbarossa e o fim de Salim Toumi A chegada de Aruj Barbarossa em 1516 mudou drasticamente o destino da região. Recebido inicialmente como libertador, Aruj revelou ambições de estabelecer seu próprio sultanato. A tensão entre o refinado Salim Toumi e o guerreiro corsário culminou em uma traição sangrenta: Aruj ordenou o estrangulamento de Salim em seu próprio banho. Com o fim do domínio Thaaliba, o cenário estava montado para a ascensão da lenda de Zaphira. Em meio ao caos, a figura de Zaphira emerge com força extraordinária. Esposa do rei assassinado, ela é descrita não apenas como uma mulher de beleza rara, mas de inteligência política e coragem inabaláveis. Enquanto a corte se submetia ao…

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Sobhuza II, o rei mais longevo da África

Sobhuza II, nascido em 22 de julho de 1899, foi o monarca que reinou por mais tempo na história africana e um dos mais longevos do mundo. Ele assumiu o trono de Essuatíni (então Suazilândia) ainda bebê, em 10 de dezembro de 1899, após a morte de seu pai, Ngwane V. Na época, a região estava sob o domínio britânico, e o governo era exercido por um conselho de regentes até que Sobhuza atingisse a maioridade. Sua coroação formal como rei só ocorreu em 1921, quando tinha 22 anos. Ao longo de seu reinado, Sobhuza II testemunhou profundas mudanças políticas e sociais no continente africano. Ele liderou seu povo durante o período do protetorado britânico, mantendo uma relação diplomática com as autoridades coloniais, mas também trabalhando para preservar as tradições e autonomia de seu reino. Uma de suas prioridades foi fortalecer a identidade cultural suazi, mantendo vivas cerimônias e costumes tradicionais, como a famosa dança Umhlanga (Dança das Canas). Sobhuza II e a independência do Reino Unido O momento mais marcante de sua trajetória política ocorreu em 1968, quando Essuatíni conquistou a independência do Reino Unido. Sobhuza II se tornou chefe de Estado soberano e, diferentemente de outros países africanos…

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Exposição fixa Orixás da Bahia

A Exposição Orixás da Bahia é uma das mais importantes mostras permanentes dedicadas à valorização da cultura afro-brasileira, com foco especial nas tradições religiosas do candomblé e da umbanda. Inaugurada em 1973, a exposição celebra a presença viva dos orixás — divindades de origem africana que chegaram ao Brasil com os povos escravizados e que aqui se enraizaram, moldando parte fundamental da religiosidade, da arte e da identidade do povo baiano. Ao unir arte e espiritualidade, a mostra oferece uma poderosa experiência estética e simbólica que convida à reflexão sobre ancestralidade, resistência e fé. Idealizada por D. Elyette Magalhães, a exposição conta com 16 esculturas em tamanho natural dos orixás, esculpidas com grande detalhamento pelo artista plástico Alecy Azevedo, utilizando a técnica de papel machê. Essa escolha de material, ao mesmo tempo leve e resistente, permitiu que as esculturas fossem modeladas com expressividade e riqueza de detalhes, representando com fidelidade as indumentárias, objetos sagrados e características de cada divindade. O trabalho de Alecy se destaca pela sensibilidade com que soube traduzir para o tridimensional o universo simbólico das religiões de matriz africana. As estátuas estão abrigadas na Galeria Juarez Paraíso, localizada em Salvador, e o espaço foi cuidadosamente pensado para…

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Como viajavam os escravizados da África?

A viagem dos africanos escravizados da África até o Brasil, conhecida como "travessia do Atlântico" ou "passagem do meio", foi uma das etapas mais cruéis do tráfico negreiro transatlântico. Durante mais de três séculos, milhões de pessoas foram capturadas, separadas de suas famílias e transportadas à força para as Américas em navios negreiros, sob condições desumanas. O processo começava ainda no continente africano. Povos inteiros eram atacados por expedições militares ou capturados por chefes locais que faziam alianças com traficantes europeus em troca de armas, tecidos, aguardente, sal e outros produtos. Os cativos eram levados a portos importantes como Luanda, Uidá e Cacheu, onde passavam dias ou semanas presos em fortificações conhecidas como “barracões” ou “casas de escravos”. Ali, sofriam fome, maus-tratos e doenças, à espera do embarque para o outro lado do Atlântico. O embarque na África O embarque nos navios era um momento traumático. Os africanos eram acorrentados, separados por sexo e idade, despidos e tratados como mercadorias. Nos porões das embarcações, viajavam amontoados, com pouco espaço para se mover, muitas vezes deitados lado a lado, sem ventilação ou higiene. As viagens podiam durar de 30 a 60 dias, dependendo das condições climáticas e da rota. Durante a…

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Quantos pigmeus existem na África atualmente?

Naturais das áreas florestais da África Central e Ocidental e conhecidos como o povo mais baixo do mundo, os pigmeus ainda buscam preservar sua cultura de caça que existe há milhares de anos. Os europeus se referiam aos membros das tribos locais como "pigmeus" — palavra que significa "anão" em grego, com uma referência mitológica — pois eles tinham uma altura média de 1 metro e 20 centímetros. Atualmente, existem cerca de 120.000 pigmeus no mundo, a maioria deles vivendo na região florestal de Camarões, perto do Oceano Atlântico. Pequenas comunidades de pigmeus também existem em países como Ruanda, Burundi, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Zâmbia, Gabão e Angola. Pigmeus mantêm um estilo de caça de 5 mil anos Com o desmatamento das florestas tropicais para a produção de madeira e mineração, os pigmeus estão se esgotando rapidamente. Seus habitats estão ficando mais estreitos e eles não têm permissão para residir em florestas designadas como parques nacionais. O governo de Camarões não conseguiu aplicar com sucesso suas políticas de integração destinadas a estabelecer os pigmeus em um estilo de vida sedentário. Embora não gostem de interagir com estrangeiros e de tirar fotos, os pigmeus levam um estilo de vida…

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Conheça 8 grandes reis e rainhas da África

A África foi berço de grandes impérios que deixaram um legado impressionante na história humana. Conheça oito reis e rainhas que marcaram a história por seu poder e esplendor: Aquenáton, faraó do Egito Aquenáton conhecido antes do quinto ano de reinado como Amenófis IV ou em egípcio antigo Amenotepe IV, foi um Faraó da XVIII dinastia do Egito que reinou por dezessete anos e morreu em 1336 ou 1334 a.C. Desde o início de seu reinado, Aquenáton e sua esposa Nefertiti decidiram desafiar todo o sistema religioso do Antigo Egito. Determinados a abalar as estruturas de sua sociedade, eles introduziram ideias que colocariam o império à beira do colapso. O casal assumiu o poder durante o auge da civilização egípcia, por volta de 1.353 a.C., uma época em que o império era o mais rico e poderoso do mundo. As colheitas eram abundantes, a população estava bem alimentada, os templos e palácios reais estavam repletos de tesouros, e o exército obtinha inúmeras vitórias contra seus inimigos. Todos acreditavam que o sucesso era resultado da capacidade de manter os deuses satisfeitos. Foi nesse contexto que Aquenáton subiu ao trono com a ambição de transformar uma religião com mais de 1,5 mil…

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