Molécula em própolis mata larvas do Aedes
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Brasília (UnB) e de duas startups de Ribeirão Preto encontraram um composto capaz de matar larvas de Aedes aegypti na própolis da abelha sem ferrão conhecida como mandaçaia (Melipona quadrifasciata). Os resultados foram publicados na revista Rapid Communications in Mass Spectrometry. O trabalho é fruto de apoios da FAPESP e de um projeto financiado pelo Ministério da Saúde para a busca de agentes larvicidas naturais que combatam o mosquito causador de viroses como dengue, febre amarela, chikungunya e zika. Atualmente, esse combate é feito usando um inseticida químico bastante tóxico ao ambiente. “As abelhas são conhecidas por recolher materiais na natureza para compor a colônia, que em certos casos podem atuar protegendo contra bactérias e fungos invasores. Fizemos uma série de análises na geoprópolis, que mistura resinas vegetais com partículas de terra ou argila em sua composição . Observamos que o diterpeno presente nela era responsável pela atividade larvicida”, explica Norberto Peporine Lopes, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP). Lopes coordena o projeto “Inventariando o metabolismo secundário através da metabolômica: contribuição para a valoração da biodiversidade brasileira”, apoiado pela FAPESP no âmbito do Programa BIOTA. Em larvas…