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As casas reais mais ricas da Europa

As casas reais mais ricas da Europa
Foto: Google Gemini/HiperHistória

A riqueza das casas reais modernas é frequentemente uma teia complexa de heranças ancestrais, propriedades imobiliárias vastas, coleções de arte inestimáveis e, em alguns casos, empreendimentos financeiros altamente lucrativos que garantem sua posição entre as elites globais. As monarquias europeias de hoje estão longe de exercer o poder absoluto de seus antepassados, operando predominantemente como figuras de Estado em monarquias constitucionais. No entanto, embora tenham perdido o controle político direto, muitas dessas famílias mantiveram fortunas impressionantes, acumuladas ao longo de séculos.

As casas reais mais ricas

No topo da lista das realezas mais ricas da Europa encontra-se, surpreendentemente, uma das menores nações do continente: o Principado de Liechtenstein. A Casa de Liechtenstein, liderada pelo Príncipe Hans-Adam II, possui uma fortuna estimada em bilhões de dólares, superando de longe outras famílias mais famosas. O segredo dessa riqueza colossal não provém de impostos cobrados de seus cidadãos, mas sim da propriedade privada do LGT Group, uma gigantesca instituição bancária e de gestão de fortunas, além de vastas extensões de terra na Áustria e uma extraordinária coleção de arte.

Logo atrás de Liechtenstein está o Principado de Mônaco, governado pelo Príncipe Albert II da Casa de Grimaldi. A fortuna da realeza monegasca é estimada na casa de um bilhão de dólares, uma quantia astronômica considerando o tamanho minúsculo do território. Essa riqueza deriva na maioria de propriedades imobiliárias valiosíssimas dentro do próprio principado, além de participações significativas na Société des Bains de Mer, a empresa que administra o icônico Cassino de Monte Carlo, hotéis de luxo e a ópera local.

A Casa de Windsor, do Reino Unido, é indiscutivelmente a mais famosa do mundo, mas sua riqueza exige uma distinção cuidadosa entre os bens privados e o patrimônio da Coroa. O Rei Charles III herdou uma fortuna pessoal substancial, incluindo propriedades imensas como as propriedades rurais de Balmoral e Sandringham, além dos rendimentos anuais do Ducado de Lancaster. Contudo, o Crown Estate — que engloba vastas terras, palácios e até o fundo do mar britânico — não é propriedade privada do monarca para ser vendida, embora a família real receba anualmente uma porcentagem de seus enormes lucros por meio do chamado Subsídio Soberano.

A Casa de Orange-Nassau, que reina sobre os Países Baixos, também figura entre as mais abastadas do continente europeu. O Rei Willem-Alexander e sua família possuem uma fortuna que, embora seja difícil de calcular com precisão devido à natureza confidencial de muitos de seus ativos privados, é amplamente considerada na casa das centenas de milhões de dólares. Além de um robusto portfólio de propriedades imobiliárias, a família recebe generosos subsídios estatais para a manutenção de suas funções oficiais e conservação de seus palácios.

Em forte contraste com os bilionários de Liechtenstein e Mônaco, outras casas reais históricas operam com fortunas pessoais muito mais modestas. As monarquias da Escandinávia (Suécia, Noruega e Dinamarca) e a Casa de Bourbon, na Espanha, possuem riquezas avaliadas na casa das dezenas de milhões de dólares. O Rei Felipe VI da Espanha, por exemplo, chegou a reduzir seu próprio salário e divulgou publicamente seu patrimônio pessoal em um esforço para promover a transparência e modernizar a imagem da monarquia espanhola frente à sociedade.

Em suma, a riqueza das casas reais europeias de hoje revela um fascinante equilíbrio entre tradição histórica e pragmatismo financeiro moderno. Enquanto algumas famílias mantiveram sua condição através da conversão de antigos privilégios em impérios bancários e corporativos, outras dependem mais estritamente de fundos públicos e heranças tradicionais. De qualquer forma, a capacidade dessas instituições de preservar e multiplicar suas fortunas ao longo de séculos de mudanças políticas é um verdadeiro testemunho de sua resiliência no cenário contemporâneo.

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