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A evolução do xenomorfo na saga Alien

A evolução do xenomorfo na saga Alien
Mark Harkin - Gárgula "Xenomorfo" da Abadia de Paisley | Wikimedia Commons

O xenomorfo, criatura central da franquia Alien, nasceu da mente do artista suíço H.R. Giger, conhecido por suas obras de arte biomecânicas, que misturam formas orgânicas e mecânicas em atmosferas sombrias. O diretor Ridley Scott, ao preparar o primeiro filme Alien – O Oitavo Passageiro (1979), buscava uma criatura que fosse única, aterrorizante e visualmente impactante. Foi então que encontrou em Giger a inspiração necessária.

A principal referência veio da obra Necronom IV (1976), uma pintura de Giger que retratava um ser alongado, com formas eróticas e grotescas ao mesmo tempo. Scott ficou impressionado e convidou o artista para desenvolver o visual da criatura que se tornaria uma das mais icônicas do cinema.

Do desenho à evolução do xenomorfo

No filme original, Giger idealizou não apenas o alien adulto, mas também o ovo, o facehugger e o chestburster, compondo um ciclo de vida completo para a criatura. Essa ideia inovadora aumentou a sensação de realismo e horror, mostrando o monstro em diferentes estágios de desenvolvimento.

O design inicial trazia um corpo alongado, cabeça em formato fálico, ausência de olhos e boca com mandíbula interna retrátil. Essa combinação gerava desconforto e fascínio, explorando tanto medos primitivos quanto simbolismos sexuais. Ao longo dos filmes, pequenas mudanças foram feitas no visual: em Aliens (1986), de James Cameron, os xenomorfos ganharam aparência mais “militarizada”, com cristas dorsais maiores.

Em Alien 3 (1992), a criatura assumiu características do hospedeiro — no caso, um animal quadrúpede — resultando em movimentos mais ágeis. Já em Alien: Resurrection (1997), experimentos genéticos trouxeram variações híbridas, como o polêmico “Newborn”. Assim, cada diretor imprimiu sua visão ao monstro sem romper com a essência criada por Giger.

O xenomorfo branco de Alien: Covenant

Décadas depois, em Prometheus (2012) e Alien: Covenant (2017), Ridley Scott voltou ao universo da franquia para explorar as origens do xenomorfo. Nesse contexto, surgiram criaturas experimentais, chamadas de neomorfos, que se distinguem dos clássicos alienígenas.

No caso específico de Alien: Covenant, os neomorfos foram retratados com pele clara, quase branca, aparência mais frágil e movimentos animalescos. Essa diferença estética tinha propósito narrativo: mostrar seres ainda em estágio experimental, resultantes das manipulações genéticas feitas pelo androide David, e que antecediam a forma “perfeita” do xenomorfo original.

A tonalidade branca buscava também destacar a vulnerabilidade e a estranheza desses seres, criando contraste visual com os ambientes escuros do filme. Apesar disso, sua violência e imprevisibilidade mantinham a ameaça constante, preparando o terreno para a evolução futura do monstro clássico.

Resultado de experimentos

A partir de Covenant, a franquia reforça a ideia de que o xenomorfo não é apenas uma espécie natural, mas um resultado de experimentos e manipulações, combinando biologia, terror cósmico e ambições humanas. Assim, a criatura continua em constante reinvenção, sem perder sua essência.

O legado de Giger permanece em cada nova versão. Seja no visual perturbador, no ciclo de vida inovador ou nas mutações apresentadas, o xenomorfo consolidou-se como símbolo máximo do horror sci-fi, atravessando décadas e conquistando gerações de fãs.

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