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Dom Pedro I: curiosidades sobre sua exumação

Dom Pedro I: curiosidades sobre sua exumação
Ravena Rosa/Agência Brasil

Em 2012, uma equipe de especialistas realizou a exumação dos restos mortais de Dom Pedro I e de suas duas esposas, Dona Leopoldina e Dona Amélia, sepultados no Monumento à Independência, em São Paulo. O processo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), que buscaram compreender melhor a saúde, os hábitos e a vida do primeiro imperador do Brasil.

O trabalho foi inédito e mobilizou historiadores, arqueólogos e médicos legistas. Pela primeira vez, foram abertas as urnas onde repousavam as figuras centrais da história do Brasil no século XIX. As análises revelaram não apenas detalhes da biografia dos personagens, mas também curiosidades que chamaram a atenção do público.

As revelações sobre Dom Pedro I e suas esposas

Dom Pedro I: curiosidades sobre sua exumação
Ravena Rosa/Agência Brasil

No caso de Dom Pedro I, descobriu-se que ele possuía excelente estado físico, compatível com a imagem de um homem enérgico e atlético. Os estudos apontaram que o imperador sofria de osteoartrite, uma doença degenerativa das articulações, mas ainda assim tinha boa condição de saúde para sua idade. Constatou-se também que sua morte, em 1834, foi de fato consequência da tuberculose.

Dona Leopoldina, primeira imperatriz do Brasil, mostrou sinais de uma vida marcada por gestações sucessivas, que afetaram sua saúde. As análises confirmaram relatos de que ela sofria de osteoporose e problemas ósseos. Já Dona Amélia, a segunda esposa de Pedro I, surpreendeu os pesquisadores por apresentar dentes bem conservados e sinais de cuidado com a saúde, o que refletia sua origem aristocrática europeia.

Outro detalhe curioso foi a constatação de que os caixões originais e as roupas funerárias estavam preservados em bom estado, permitindo aos estudiosos compreender melhor os ritos fúnebres da época.

O impacto histórico das descobertas

A exumação ajudou a humanizar personagens que muitas vezes são vistos apenas como figuras distantes da história. As revelações trouxeram um retrato mais íntimo da vida do casal imperial e mostraram como doenças, gestações e cuidados médicos influenciavam a realidade das famílias reais no século XIX.

O trabalho também reforçou a importância da ciência aplicada à história, permitindo compreender melhor os bastidores da Independência e da construção do Brasil como nação. Assim, os restos mortais de Dom Pedro I, Dona Leopoldina e Dona Amélia continuam a contar histórias, quase dois séculos depois de suas mortes.

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