HiperHistória
NotíciasPerfil

Diana Spencer: 64 anos em memória

Diana, Princesa de Gales, faria 64 anos; relembre a sua trajetória
Foto: Rajasekharan Parameswaran

Diana Spencer nasceu em 1º de julho de 1961, em Sandringham, Inglaterra, e casou-se com o Príncipe Charles em 1981. Tornou-se rapidamente conhecida como a “princesa do povo”, devido ao seu jeito acolhedor, atenção a causas humanitárias (como a luta contra as minas terrestres) e postura autêntica. Seu carisma e empatia com o público renderam uma devoção popular sem precedentes.

Uma curiosidade interessante é que, ainda jovem, Diana demonstrava fascínio por ajuda espiritual: consultava astrólogos, médiuns e adivinhadores, especialmente durante o período difícil de seu casamento conturbado com Charles, agravado por seu caso com Camilla Parker Bowles. Algumas dessas sessões premonitórias teriam alertado Diana sobre um possível risco em viagens de carro, embora sem detalhes concretos.

Vida pessoal e iniciativas

Diana e Charles tiveram dois filhos, William e Harry. Depois do divórcio, em 1996, Diana manteve visibilidade internacional ao dedicar-se a ações sociais, especialmente em defesa de portadores de HIV/aids, problemática concentração em hospitais e objetificação da mulher, sempre demonstrando sensibilidade e grande vínculo emocional com William e Harry.

Ela também buscava refúgio nos EUA com Dodi Fayed, por quem se apaixonou em 1997 – poucos meses antes de sua morte. Algumas fontes afirmaram que ela planejava recomeçar a vida com uma mudança para a Califórnia, possivelmente com Dodi, em uma nova fase com seus filhos.

Nos anos finais, Diana expressou publicamente ter receio de que “alguém estivesse planejando um acidente” em seu carro — frase trazida à tona por Paul Burrell, seu ex‑ mordomo. Esse temor, aliado à atenção incomum de paparazzi violentos, fez muitos acreditarem que ela vivia sob ameaça real. Documentários mais recentes ressaltam que Diana chegou a prever a própria morte em um acidente de carro.

O trágico desfecho de Diana

Na madrugada de 31 de agosto de 1997, Diana morreu em um acidente no túnel Pont de l’Alma, em Paris. O carro em que estava, conduzido por Henri Paul (sob efeito de álcool), bateu em um pilar. Dodi Fayed morreu no local, e Diana, levada ao hospital Pitié‑Salpêtrière, faleceu pouco depois. O choque global resultou em intensa comoção e profunda análise do comportamento dos paparazzi e resposta midiática.

Desde então, surgiram diversas teorias. Mohamed Al‑Fayed alegou que Diana estaria grávida de Dodi e sofreria um assassinato arquitetado pelo MI6, em conluio com a família real, para impedir um futuro com um muçulmano.

Outra teoria envolve o ex‑funcionário do MI6 Richard Tomlinson, que afirmou que agentes britânicos teriam provocado o acidente com uso de luz estroboscópica, embora ele tenha depois reconhecido não ter provas claras.

Um ponto levantado por conspiracionistas foi a ausência de imagens de CCTV no túnel, apesar da suposta existência de 14 câmeras na área. A investigação judicial refutou a falta proposital, afirmando que nenhuma captura relevante existia.

Apuração oficial e conclusões

Encerrou-se com a Operação Paget (2004–2006), conduzida pela Polícia Metropolitana de Londres, seguida por um inquérito inglês em 2008. Ambos concluíram que a morte foi causada por “homicídio culposo”, resultante da negligência de Henri Paul (bêbado), da velocidade e da presença dos paparazzi, sem qualquer conspiração.

O juiz do inquérito, Lorde Scott Baker, declarou que não havia provas confiáveis de envolvimento de qualquer agência de inteligência, ou da família real, e considerou infundadas todas as principais alegações conspiratórias.

O que a imprensa moderna diz

Análises da imprensa e historiadores reforçam que o apelo às teorias da conspiração atende à necessidade de explicações dramáticas para tragédias cegas. Observa‑se que inconsistências (como falhas no resgate ou ausência de imagens) se enquadram melhor em erros humanos e falhas de infraestrutura, não em ações deliberadas .

Inclusive, documentários como “Investigating Diana: Death in Paris” reforçam a ideia de que, embora a morte tenha sido brutal, não houve conspiração — da mesma forma que entrevistas com investigadores reconhecem que as pessoas continuam “a se perguntar” sobre o verdadeiro desfecho.

As teorias conspiratórias continuam circulando, mas o legado de Diana permanece robusto: filantropia, estilo empático e coragem de falar o que sentia. Seus filhos William e Harry continuam a homenageá-la — como quando inauguraram sua estátua em 2021 — e seguem criando memórias públicas que reforçam sua influência global e legado humano.

Leia também

O mito do Rei Arthur

HiperHistória

A história do arcebispo de Canterbury

HiperHistória

Robin Hood: o mítico herói inglês

HiperHistória

A Diana de ‘The Crown’: as controvérsias

HiperHistória

Thomas Morus: o homem que não se vendeu

HiperHistória

Alice da Grécia: a vida da sogra de Elizabeth II

HiperHistória

Usamos cookies para melhorar sua experiência, analisar tráfego e personalizar conteúdo. Ao continuar, você concorda. Ok Leia mais