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O que a NASA diz sobre o HD 137010 b?

O que a NASA diz sobre o HD 137010 b?
Foto: Google Gemini/HiperHistória

Oito anos após o fim de suas operações, o Telescópio Espacial Kepler, da NASA, continua a fornecer descobertas fundamentais para a astronomia. Uma nova análise do arquivo de dados do instrumento, desativado em 2018, trouxe uma surpresa: a identificação do HD 137010 b, um candidato a exoplaneta rochoso, ligeiramente maior que a Terra, orbitando uma estrela semelhante ao Sol a aproximadamente 146 anos-luz de distância.

O corpo celeste ainda aguarda confirmação oficial, mas suas características preliminares já animam a comunidade científica. O planeta apresenta um período orbital estimado em cerca de um ano, o que sugere um ciclo muito similar ao terrestre. Além disso, os dados indicam que ele orbita na borda externa da “zona habitável” de sua estrela — uma região onde as temperaturas são amenas o suficiente para permitir a existência de água líquida na superfície, dependendo da composição de sua atmosfera.

A descoberta pode representar um marco na busca por vida fora do Sistema Solar. Caso confirmado, o HD 137010 b poderá ser o primeiro exoplaneta com propriedades análogas às da Terra observado transitando — ou seja, cruzando a face de — uma estrela brilhante e próxima o suficiente para permitir observações de acompanhamento detalhadas.

Curiosidades sobre o HD 137010 b

Apesar da possibilidade de um clima gélido, HD 137010 b também pode se revelar um mundo temperado ou até mesmo aquático, afirmam os autores do artigo sobre este exoplaneta. Ele só precisaria de uma atmosfera mais rica em dióxido de carbono do que a nossa.

A equipe científica, com base na modelagem das possíveis atmosferas do planeta, atribui a ele 40% de chance de estar dentro da zona habitável “conservadora” ao redor da estrela e 51% de chance de estar dentro da zona habitável “otimista”, mais ampla. Por outro lado, os autores do estudo afirmam que o planeta tem cerca de 50% de chance de estar completamente fora da zona habitável.

Uma equipe científica internacional publicou um artigo sobre a descoberta, intitulado “Um candidato a planeta frio do tamanho da Terra transitando por uma anã K de décima magnitude a partir de K2”, no periódico The Astrophysical Journal Letters em 27 de janeiro de 2026. A equipe foi liderada por Alexander Venner, estudante de doutorado em astrofísica da Universidade do Sul de Queensland, em Toowoomba, Austrália, atualmente pesquisador de pós-doutorado no Instituto Max Planck de Astronomia, em Heidelberg, Alemanha.

Esta configuração rara oferece aos astrônomos uma oportunidade única: utilizar a luz da estrela anfitriã para estudar a atmosfera do planeta e buscar bioassinaturas, transformando um “arquivo morto” da NASA em uma das pistas mais promissoras da atualidade.

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