Luis Fernando Veríssimo faleceu na manhã deste sábado (30), em Porto Alegre, aos 88 anos. O escritor estava internado desde o dia 11 de agosto, enfrentando complicações de saúde, e não resistiu. Filho do romancista Érico Veríssimo, ele se consolidou como um dos autores mais populares do país, com mais de 70 livros publicados.
Sua obra mistura humor, ironia e crítica aos costumes da sociedade brasileira. Entre os títulos mais conhecidos estão O Analista de Bagé, Ed Mort, A Comédia da Vida Privada e As Mentiras que os Homens Contam. Muitos de seus personagens ultrapassaram as páginas dos livros, sendo adaptados para a televisão e o teatro.
Colunista e voz marcante no jornalismo
Além da produção literária, Veríssimo se destacou como cronista em grandes jornais nacionais. Publicou durante décadas em veículos como O Globo, O Estado de S. Paulo e Zero Hora, conquistando leitores fiéis com textos breves, bem-humorados e de estilo leve.
Suas colunas tornaram-se referência na imprensa brasileira, abordando temas do cotidiano com inteligência e sutileza. Ele foi um dos poucos autores capazes de transitar com sucesso entre o humor popular e a reflexão sofisticada, sempre preservando uma linguagem acessível.
Veríssimo também foi apaixonado por música e integrou grupos de jazz amador, tocando saxofone. Essa faceta artística influenciou seu ritmo literário, muitas vezes descrito como musical, com frases curtas e cadenciadas que marcaram seu estilo inconfundível.
Veríssimo, um cronista
Sua morte representa uma perda irreparável para a cultura brasileira. Com ele, desaparece um cronista capaz de retratar com leveza e ironia as contradições do país, mas sua vasta obra seguirá presente nas livrarias, nas redações e na memória dos leitores.
Luis Fernando Veríssimo deixa a esposa, Lucia, e três filhos. Seu legado literário e jornalístico garante seu lugar entre os grandes nomes da literatura nacional, ao lado de escritores que definiram a identidade cultural do Brasil no século XX e XXI.
