A startup de engenharia genética Colossal Biosciences pretende trazer de volta à vida a moa gigante (Dinornis robustus), uma espécie de ave enorme e incapaz de voar que outrora habitou a Nova Zelândia e desapareceu há cerca de 600 anos, logo após a chegada dos colonos humanos às duas principais ilhas do país.
A Colossal adicionou a moa gigante, uma espécie poderosa e de pescoço longo que tinha 3 metros de altura a uma lista em rápida expansão de animais que ela quer ressuscitar por meio da modificação genética de seus parentes vivos mais próximos.
A empresa gerou polêmica ao anunciar o nascimento do que descreveu como três filhotes de lobo-terrível em abril. Cientistas afirmaram ter ressuscitado o predador canino visto pela última vez há 10.000 anos, usando DNA ancestral, clonagem e tecnologia de edição genética.
Esforços semelhantes para trazer de volta o mamute-lanoso, o dodô e o tilacino , mais conhecido como tigre-da-tasmânia, também estão em andamento.
Processo de desextinção da moa gigante
Para restaurar a moa, a Colossal Biosciences anunciou na terça-feira que colaboraria com o Centro de Pesquisa Ngāi Tahu da Nova Zelândia, uma instituição sediada na Universidade de Canterbury, em Christchurch, Nova Zelândia, que foi fundada para dar suporte aos Ngāi Tahu, a principal tribo maori da região sul da Nova Zelândia.
O projeto envolveria inicialmente a recuperação e análise de DNA antigo de nove espécies de moa para entender como a moa gigante (Dinornis robustus) difere de parentes vivos e extintos, a fim de decodificar sua composição genética única, de acordo com um comunicado da empresa.
A extinção da moa gigante, uma espécie de ave não voadora da Nova Zelândia, ocorreu principalmente devido à caça excessiva pelos primeiros humanos a chegarem à região, os Māori, no final do século XIII e início do século XIV. A pressão da caça, combinada com a perda de habitat e possivelmente doenças introduzidas por aves migratórias, levou ao desaparecimento dessas aves majestosas.
