Em convalescença na Casa Santa Marta desde o domingo (24/03), o Papa Francisco permanece em situação estável, com uma leve melhora na condição da fala. O Papa passará por uma convalescença “protegida” após 38 dias de internação devido às consequências de uma pneumonia bilateral. Francisco deverá limitar sua atividade intensa, evitando reuniões muito concorridas e o ritmo de trabalho ao qual estava acostumado.
Médico revelou detalhes da principal crise de saúde do Papa
Ao jornal Corriere dela Sera, Sergio Alfieri, chefe da equipe médica que tratou o Papa no Gemelli, revelou detalhes sobre o “pior” momento dos 38 dias do Papa Francisco no hospital. “Era a tarde de 28 de fevereiro, quando o Pontífice teve um broncoespasmo: pela primeira vez vi lágrimas nos olhos de algumas pessoas que estavam ao seu redor, disse o médico. Naquela tarde, o Papa correu o risco de “não conseguir”, mas “ele nos disse: tentem tudo, não desistam. E ninguém desistiu”.
O Papa Francisco entendeu que ele estava em risco de morrer, “também porque ele estava sempre alerta. Mesmo quando sua condição piorou, ele estava totalmente consciente. Aquela noite foi terrível, ele sabia, como nós, que poderia não sobreviver à noite. Nós vimos o homem que estava sofrendo. No entanto, desde o primeiro dia ele nos pediu para lhe dizer a verdade e ele queria que nós contássemos a verdade sobre sua condição”, continuou Alfieri.
E quando o pior parecia ter passado, “enquanto comíamos, o Papa Francisco teve uma regurgitação e inalou. Foi o segundo momento realmente crítico porque nesses casos – se não formos socorridos prontamente – há risco de morte súbita além de complicações nos pulmões que já eram os órgãos mais comprometidos. Foi terrível, realmente achamos que ele não iria sobreviver”. O Pontífice sabia que poderia morrer, “mas acredito que sua consciência também foi a razão que o manteve vivo”.
Secretário de Estado falou sobre o Papa
Na quinta-feira (27/03), o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin falou aos jornalistas sobre a condição de saúde do papa:
“Talvez não como antes, teremos que encontrar caminhos diferentes”, mas Bergoglio “voltará a governar a Igreja”, declarou o Secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin. “Parece-me que o Papa está bem conectado com toda a Igreja e com todos os fiéis”, sublinhou o Cardeal Parolin. “Isso foi demonstrado por todas as expressões de afeto e, sobretudo, pela oração com que o acompanhou ao longo dos dias de sua doença e que continuam. Recebo continuamente mensagens de pessoas que dizem que estão rezando pelo Papa, por sua plena recuperação, por sua plena recuperação para que ele possa voltar a exercer sua atividade.”
O boletim emitido pela Sala de Imprensa da Santa Sé sobre as condições do Papa Francisco, nesta sexta-feira (28/03) diz:
“O Papa continua a terapia farmacológica, a terapia motora e respiratória com melhoras, também em relação à fala com leves melhoras diárias. O oxigênio de alto fluxo que permanece por uma parte da noite foi diminuído, durante o dia ele usa as plaquetas. A situação é estacionária do ponto de vista médico”.