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O massacre da Família Romanov

Na madrugada de 17 de julho de 1918, a família imperial russa, os Romanov, foi brutalmente executada pelos bolcheviques na cidade de Ecaterimburgo. O czar Nicolau II, a imperatriz Alexandra, seus cinco filhos – Olga, Tatiana, Maria, Anastásia e Alexei – e quatro criados foram mortos a tiros e golpes de baioneta no porão da Casa Ipatiev. O evento marcou o fim definitivo da monarquia russa e consolidou o regime comunista liderado por Lênin.

O massacre da Família Romanov
Casa Ipatiev no final da década de 1920 – Foto: Domínio Público

O destino dos corpos

Após a execução, os corpos foram transportados para uma floresta nos arredores da cidade. Para impedir que fossem identificados, os assassinos jogaram ácido sulfúrico sobre os cadáveres e os queimaram parcialmente.

Em seguida, enterraram os restos mortais em uma cova improvisada. Algumas décadas depois, em 1991, os restos de Nicolau II, Alexandra e três de seus filhos foram exumados e submetidos a exames de DNA, confirmando sua identidade. Os corpos de Alexei e Maria só foram encontrados em 2007.

A reabilitação e a canonização

Após a queda da União Soviética, os Romanov passaram por um processo de reabilitação histórica. Em 2000, a Igreja Ortodoxa Russa canonizou a família imperial como mártires, reconhecendo seu sofrimento e morte como um símbolo de fé.

Em 2008, a Suprema Corte da Rússia declarou oficialmente que Nicolau II e sua família foram vítimas de repressão política, restaurando sua honra e memória. Hoje, milhares de fiéis visitam locais históricos ligados aos Romanov, mantendo viva a lembrança do último czar da Rússia e sua trágica história

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